koan

Se uma árvore cai em uma floresta e não há ninguém por perto para ouvir, ela produz algum som?

 

É nesta frase que repousa o trabalho Koan. Proferir esta frase é questionar-se sobre a intrínseca relação do indivíduo com a realidade, é se perguntar o que é som e quando este ocorre, é buscar nas ressonâncias dos pensamentos mais profundos a resposta inalcançável para determinada indagação.

 

Neste âmbito filosófico, psicanalítico e de contemplação interior, o projeto encontra seu ambiente de desenvolvimento. Busca trabalhar este 'koan' – uma espécie de questionamento, que no Budismo Zen, tem como objetivo o esgotamento do intelecto analítico na intenção de provocar um pensamento mais intuitivo – de forma a explorar a relação de um observador com um sistema que produza um determinado som.

 

Um observador quando em frente ao sistema, ativa o som e controla a frequência e amplitude pela sua posição no espaço. A tinta que está depositada sobre a caixa de som é lançada para o papel no topo da estrutura, que é responsável por fixar, em forma de desenho, o registro dessa experiência.

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