and the wind was like the regret for what is no more

O vento do lado de fora é o berço do som; é o sopro que irá romper o silêncio. Este trabalho consiste em um conjunto de dezesseis garrafas – com motores que sopram ar presos a cada uma delas - e um sensor de vento. Este está fixado do lado de fora de uma janela e detecta a direção em que vento está soprando. Dentro da sala, o motor começa a soprar dentro da garrafa que corresponde àquela direção específica. Esse ato gera um som suave, e cada direção tem sua nota. As garrafas são posicionadas em um círculo, numa forma similar à rosa-dos-ventos, descrevendo os oito ventos principais e os oito ‘meio-ventos’.

 

Esse trabalho explora a interação de dois fatores invisíveis, som e vento. Lida com a dialética de coeficientes difusos e disformes que não podem ser vistos, mas tem uma necessidade intrínseca de existência, de ser, e nada mais. Articular esses elementos é trabalhar com o desconhecido, o imprevisível. É uma tentativa fracassada de domá-los, devido ao seu desejo incessante por expressão. Gabriele d’Annunzio disse sobre o significado do vento, na passagem que dá nome à este trabalho:

 

‘E o vento era como o arrependimento por aquilo que não é mais, como a ansiedade de criaturas ainda não formadas, carregadas de memórias, infladas de pressentimentos, feitas de almas feridas e asas inúteis.’

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Selected Press: The Creators Project, Fubiz, Wired

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